terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Como o "Progressismo" está Destruindo o Ocidente



Mais uma vez a civilização é posta de joelhos ante a barbárie do horror islâmico radical. No que foi o mais mortal atentado perpetrado contra o Ocidente desde o 11/09, por volta de 130 pessoas foram trucidadas a sangue frio em sete ataques coordenados na capital francesa. Desde o nazismo e o comunismo, nenhuma ideologia foi tão bem sucedida em fornecer subsídios morais à matança indiscriminada de civis inocentes desarmados quanto a loucura sanguinária radical islâmica. A carnificina de Paris é mais um dos recorrentes episódios de selvageria cega motivados por uma visão de mundo perversa, que enquanto não for seriamente combatida, desacreditada, ridicularizada e humilhada continuará a produzir vítima atrás de vítima.
Durante a conturbada história do século XX poucos momentos foram tão decisivos para o Ocidente quanto a segunda metade da década de 40, o início dos anos 60 e o fim dos 1980. Foi nesses tempos sombrios que a sobrevivência da civilização mais urgentemente dependeu da existência de líderes com a capacidade de ver, entender, enfrentar e expor sem medo os perigos que ameaçavam tudo pelo que realmente vale a pena lutar. Muito da força e do prestígio desfrutados ainda hoje pelo Mundo Livre sempre se deveu à força e à firmeza de caráter de gente como Churchill, Thatcher, Reagan e Karol Wojtyla, que não tiveram medo de apontar o dedo e enfrentar com coragem o mal que assomava no horizonte.
É nesses momentos delicados, onde cada decisão errada ou demonstração de fraqueza pode significar para milhões a diferença entra vida e morte, liberdade e escravidão, que esses líderes se fazem mais imprescindíveis. Cada vez que representantes do Mundo Livre não estiveram à altura dos cargos que ocupavam, legiões de inocentes pereceram. Depois de nazistas alemães e comunistas soviéticos, ninguém teve mais culpa pelo inferno que o povo polonês teve de suportar do início da Segunda Guerra ao fim da Guerra Fria que Édouard Daladier e Neville Chamberlain, cuja covardia e fraqueza, farejadas por Hitler da mesma forma que um tubarão detecta sangue num raio de quilômetros, deram ao carniceiro austríaco o impulso que ele precisava para seguir adiante com seus delírios megalômanos.
É exatamente essa a raiz da crise de autoconfiança que acomete o Ocidente. Como um câncer que se espalha sem controle e põe em risco a vida de um organismo outrora saudável, a profusão de líderes "progressistas", descendentes diretos de Chamberlain/Daladier nada mais é do que uma injeção de adrenalina nas pretensões tirânicas universalistas do islã radical, a mais grave ameaça à Civilização Ocidental da atualidade.
Numa França desarmada, à mercê da incompetência gritante de um governo incapaz de rastrear terroristas em atividade há mais de uma década, a barbaridade islâmica radical não poderia encontrar terreno mais conveniente para praticar livremente suas atrocidades. Como no caso dos militares americanos que recentemente impediram outro massacre de proporções cataclísmicas num trem que ia de Paris a Amsterdã, a administração Hollande vive de esperar que heróis apareçam do nada para agir pelas pessoas que eles mesmos impedem de se defender. Arrogância inepta assassina é o termo que melhor define a essência do tipo de mentalidade que prefere ver pessoas sendo abatidas como gado a divergir de uma agenda ideológica. É a insistência criminosa de gente como o socialista François Hollande em se opor ao direito de as pessoas portarem armas para se defender, o que tornou possível que a escória tivesse tempo de recarregar três vezes enquanto latia “Alá é grande”.
Se na França já é aterrador constatar a fraqueza que o "progressismo" impõe ao Ocidente, nos EUA as coisas tomam proporções ainda maiores. É simplesmente um disparate que o comando do Mundo Livre esteja nas mãos de um covarde intelectualmente castrado pelo politicamente correto que tem receio até de pronunciar a expressão “islã radical”. Na última de suas intervenções circenses, Barack Obama disse que a carnificina em Paris foi “um ataque à humanidade e a nossos valores universais”. Se já não fosse preocupante e extenuante o suficiente debater se tamanha estupidez é fruto de sua comprovada incapacidade em dominar o básico de geopolítica do Oriente Médio (ele descreveu o ISIS como “bando de amadores” e chamou o Iêmen de "história de sucesso") ou se é covardia "progressista" pura e simples, pior é constatar que, na melhor das hipóteses, é por negligência que ele sabota a posição de liderança dos EUA no Ocidente. Como se muçulmanos radicais estivessem tão empenhados em massacrar chineses, budistas ou hindus, como o estão em exterminar ocidentais, só um tolo completo ou um covarde inveterado enxergaria no banho de sangue em Paris algo diferente de um ato de guerra contra a Civilização Ocidental e aos valores que ela representa no mundo.
Enquanto isso, em terras tupiniquins, uma presidente sem noção do ridículo prega o diálogo com radicais de uma religião intrinsecamente universalista, cujo objetivo final consiste em nada menos que se sobrepor à força a todas as outras crenças (Corão 8:39). O Ministério da Justiça, refletindo o preparo dos que ocupam seus quadros, e em consonância com o pensamento de um ministro de governo despudorado que não se furta nem de agir como advogado de porta de cadeia se isso convier aos interesses de seu partido, trata jihadistas com cortesia e cobra respeito a eles.
Afora Benjamin Netanyahu, que é o único líder do Mundo Livre que enfrenta o problema do Islã radical com a seriedade e franqueza necessárias, apenas Vladimir Putin tem agido de forma sensata no combate ao terror (ainda que norteado por sua Realpolitik imunda, diga-se). Da mesma forma que irresponsável e ingenuamente celebrou os levantes “democráticos” da “Primavera” Árabe, Obama exige agora a queda de Assad na Síria, se dizendo apoiador de rebeldes “moderados”. Como se isso existisse fora de seus contos de fada multiculturalistas politicamente corretos, a afetação "progressista" que o leva a acreditar nesse tipo de baboseira nada mais é que produto de uma combinação de um esnobismo ideológico ordinário, que acredita no universalismo de instituições exclusivamente ocidentais como democracia e direitos humanos, e de uma ignorância e desinformação inadmissíveis para alguém que ocupa o cargo mais importante do planeta. Qualquer um minimamente interessado em política internacional certamente lembra da devoção bovina que alguns setores da mídia ocidental nutriam em relação a Ahmad Shah Massoud, o carniceiro da Aliança do Norte, acusado de uma infinidade de massacres durante a guerra civil afegã. Se não fosse assassinado pela Al Qaeda, cujo líder era considerado outro exemplo de “moderação” à época da invasão soviética no Afeganistão, certamente estaria perpetrando atrocidade atrás de atrocidade no vale do Panjshir.
A simpatia por regimes sanguinolentos, aliás, parece ser uma marca registrada das administrações "progressistas" ocidentais, principalmente na América. Devido às claras afinidades ideológicas e a uma espécie de tara ancestral socialista por violência, o movimento iniciado por Brasil, Argentina e Nicarágua, ganhou um status de nobreza com a famigerada reaproximação de EUA e Cuba. No que não passou de uma tentativa desesperada de deixar para os cronistas bajuladores "progressistas" algo que possa ser maquiado como acerto após oito anos de uma política externa desastrosa, a única serventia desse capricho irresponsável é oferecer uma sobrevida a um regime assassino moribundo se acabando por sobre as próprias bases. Após tornar o mundo mais perigoso permitindo o surgimento do ISIS e tornando um Irã nuclear uma realidade cada vez mais concreta, Barack Obama acintosamente prolonga o sofrimento do povo cubano só pra poder posar de restaurador das relações de EUA e Cuba, como se a aproximação com uma tirania sanguinária fosse algo menos que um insulto intolerável a uma sociedade que se ergueu sobre o extremo oposto do que o arquipélago gulag representa para o mundo.
Ainda na década de 1920, H.L Mencken escreveu que todo homem decente se envergonha do governo sob o qual vive. Graças à influência que as idéias "progressistas" desfrutam atualmente no Ocidente, o que na época podia ter sido encarado como uma provocação, hoje é visto como profecia. Se fosse só a vergonha de ser representado por uma presidente que prega diálogo com grupos de bandoleiros sanguinários e por um ministro da justiça que não tem competência nem para escolher seus subordinados, menos mal. O real problema aparece quando dezenas de inocentes precisam pagar com a vida pela covardia e incompetência dessa gentalha.